Balanço Sócio-AmbientalNo Brasil, segundo o IBGE, praticamente 60 % dos resíduos sólidos urbanos, ou seja, cerca de 100 mil toneladas diárias de lixo urbano, têm destinação final inadequada em lixões, aterros irregulares ou simplesmente lançados à céu aberto na natureza, em encostas, rios e lagos. Examinando informações oficiais do IBGE observa-se que os impactos sociais e ambientais deste quadro são alarmantes:
Até mesmo a parcela do lixo urbano cuja a destinação final é considerada adequada pelo IBGE – 29% em aterros sanitários e aterros controlados – gera dúvidas no âmbito do próprio governo. Um relatório elaborado em 2002 pelo Ministério das Cidades, diante dos números informados pelos Municípios e apresentados pelo IBGE afirma que podem ser ainda piores porque “ ...a diferenciação entre o que seja um aterro sanitário, um aterro controlado ou até mesmo um lixão não é reconhecida por vários segmentos sociais nem tampouco por alguns técnicos responsáveis pelos serviços nos municípios.” Os cidadãos brasileiros, independentemente do nível social ou cultural, há algum tempo vêm reagindo contra a implantação de novos aterros ou lixões em locais próximos às comunidades. Este posicionamento tem recebido o apoio do Ministério Público, que vem empreendendo ações fortes no sentido de que o executivo Municipal evite ou corrija as irregularidades verificadas nos depósitos de lixo, reduzindo, assim, a violenta agressão contra o meio ambiente e os recursos naturais. Os impactos ambientais deste projeto estão relacionados principalmente ao tratamento térmico dos resíduos e às emissões de gases por eles emitidos. Os testes constantes que são realizados na Usina Modelo demonstram que o processo de melhoria contínua da tecnologia vem impactando positivamente no nível das emissões. A comparação ambiental da solução USINAVERDE com a rota preferencial de destino final do lixo urbano adotada pela maioria dos Municípios brasileiros nos parece indiscutível:
Um dos principais aspectos sociais da implantação da solução tecnológica USINAVERDE é a criação de oportunidades de trabalho digno para pessoas de menor qualificação profissional, que hoje se empregam na catação de materiais recicláveis revirando lixo em aterros e lixões, muitas vezes em condições de trabalho sub-humanas. Em cada módulo de escala comercial (150 ton/dia de RSU) prevemos que estarão empregadas cerca de 50 pessoas nas atividades de segregação de recicláveis, organizadas em regime de cooperativa, e remuneradas com o resultado da venda dos materiais recicláveis. Estas pessoas executarão as tarefas de segregação de recicláveis em condições de segurança e higiene incomparáveis com as verificadas nos lixões, atuando em esteiras de catação, com todos os equipamentos de proteção imprescindíveis para este tipo de trabalho para que se evite a ocorrência de doenças ou acidentes (uniformes, luvas, botas, óculos, etc...). Atualmente, a Usina Protótipo do CT USINAVERDE emprega 20 pessoas ligadas à COOPAMA, cooperativa formada numa comunidade do Rio de Janeiro. Outro aspecto social importante é a redução do número de internações por doenças originadas por vetores que proliferam nos lixões e aterros irregulares e as provocadas pela contaminação das águas pelo chorume gerado a partir da degradação da matéria orgânica ali depositada. Como vimos anteriormente, os números já são alarmantes – 630.000 internações/ano – e, infelizmente, são crescentes desde o ano 2000. |